Transformar o medo em inovação: com Mary Lynn Manns, Pixar, Adobe e companhia

Foto de Selda Schretzmann
Selda Schretzmann
17.04.24
16 Min. Tempo de Leitura
Este conteúdo foi traduzido com IA. Ver original

No mundo ágil, encontramos constantemente mudanças que frequentemente vêm acompanhadas de medo: medo do novo, de interrupções, de fracassar. Mas e se esse medo pudesse ser, na verdade, uma receita secreta para o crescimento?

Mergulhamos nas inspiradoras descobertas de Mary Lynn Manns, uma especialista em Change Management, e conectamos essas ideias com conceitos inovadores de gigantes como Pixar, Adobe, Microsoft, Lego, IBM e GE. Esses pioneiros não apenas fornecem exemplos impressionantes, mas também reforçam os conselhos práticos de Mary Lynn.

Juntos, eles oferecem a líderes ágeis e organizações caminhos concretos para não apenas enfrentar o medo, mas transformá-lo em um poderoso impulso para o progresso no mundo ágil.

Acompanha-nos nesta jornada de descoberta, onde conectamos essas diferentes abordagens em uma narrativa fluida que mostra como abraçar a mudança pode levar a inovações impressionantes.

Sobre Mary Lynn Manns

Mary Lynn Manns é uma personalidade reconhecida na área de Change Management. Com 39 anos de docência na University of North Carolina em Asheville, onde atualmente possui o status de professora emérita, Mary Lynn dedicou sua carreira à pesquisa e promoção de processos de mudança, especialmente em contextos organizacionais e comunitários. Junto com Linda Rising, ela escreveu "Fearless Change" e "More Fearless Change", obras que visam encorajar líderes e indivíduos a abordar mudanças com mais coragem.

1. Compreender e enfrentar o medo

"O medo pode paralisar organizações... É fundamental compreendê-lo e saber lidar com ele."

Mary Lynn aborda o medo natural que acompanha as mudanças, um medo enraizado na incerteza e no desconhecido. O stress não resulta apenas de mudanças escolhidas por nós, como um novo emprego ou uma mudança de casa; mudanças impostas podem ser ainda mais assustadoras. É o processo de adaptação, não a mudança em si, que gera medo. Para lidar com isso, Mary Lynn recomenda conectar-se com as pessoas afetadas num ambiente seguro e comunicativo, como workshops.

Nestes contextos, os medos não são apenas reconhecidos, mas ativamente trabalhados para transformá-los de barreiras em oportunidades de crescimento. As lideranças desempenham um papel central neste processo, utilizando a sua inteligência emocional para promover esta mudança de perspetiva, encarando as mudanças como uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

Estudo de Caso

Como a Pixar Lidou com o Medo nas Inovações

Contexto: A Pixar, conhecida por sua animação e narrativa pioneiras, passou por fases significativas de mudança, especialmente com o surgimento de avanços tecnológicos na animação. Essas mudanças naturalmente geraram medo entre os funcionários, que estavam preocupados em acompanhar novas habilidades e se adaptar a novas formas de criar animação.

Abordando o Medo através do Engajamento: Os líderes da Pixar, incluindo personalidades como Ed Catmull, presidente da Pixar e dos Disney Animation Studios, reconheceram o medo associado a essas mudanças. Eles escolheram uma abordagem de discutir abertamente esses medos em reuniões de equipe e workshops. Por exemplo, quando a Pixar fez a transição para softwares de animação mais avançados que exigiam que os funcionários aprendessem novas habilidades, a empresa realizou workshops de treinamento abrangentes. Essas sessões não serviam apenas para desenvolver habilidades, mas também ofereciam uma plataforma para os funcionários expressarem seus medos e preocupações.

Transformando Medo em Oportunidade: A cultura empresarial da Pixar, conhecida pela comunicação aberta e ênfase no aprendizado contínuo, ajudou a transformar o medo em uma oportunidade de crescimento. Os líderes da empresa usaram inteligência emocional para entender os medos e pontos de estresse de seus funcionários. Eles priorizaram garantir às equipes que aprender e se adaptar fazem parte da cultura da empresa e que explorar novos territórios é uma jornada compartilhada.

Resultado: Ao abordar e tratar os medos diretamente, a Pixar conseguiu fazer uma transição suave para novas tecnologias e metodologias, mantendo sua posição de liderança no setor. A abordagem ajudou a reter talentos, fomentar a inovação e garantir que a produção criativa da organização permanecesse de primeira linha.

 "Cada padrão é uma ferramenta... como uma ferramenta em uma caixa de ferramentas, você precisa escolher a certa para a tarefa." 

Mary Lynn discute a utilidade prática dos 61 padrões (patterns) de gestão de mudança apresentados nos seus livros, comparando-os a ferramentas numa caixa de ferramentas, cada uma adequada de forma única para diferentes cenários em ambientes ágeis.

Estes padrões, destilados de histórias de sucesso do mundo real, oferecem a líderes ágeis (e na verdade a qualquer tipo de líder) estratégias específicas e adaptáveis para navegar mudanças organizacionais. Em vez de oferecer soluções únicas para todos, estes padrões proporcionam estruturas flexíveis que são cruciais para adaptar iniciativas de mudança às necessidades e desafios específicos de uma organização.

Esta abordagem não só ressoa com os princípios ágeis de adaptabilidade e melhoria contínua, como também garante que as soluções são práticas e enraizadas no mundo real.

Estudo de Caso

Padrões de mudança bem-sucedida nas estratégias de inovação e adaptação da LEGO

Contexto: A LEGO, empresa líder na indústria de brinquedos, conhecida por seus icônicos blocos de construção de plástico, tem uma rica história de adaptação às mudanças do mercado e de abraçar a inovação. Essa capacidade de adaptação está alinhada com os padrões ágeis de gestão de mudanças descritos por Mary Lynn, demonstrando a habilidade da empresa de aplicar estratégias específicas e adaptáveis para navegar transformações organizacionais.

Implementação de padrões ágeis de mudança: A jornada da LEGO através de diversos desafios do setor destaca seu uso eficaz de estratégias ágeis de gestão de mudanças, correspondendo aos 61 padrões de gestão de mudanças. Essas estratégias são personalizadas para abordar os desafios e oportunidades únicos que a LEGO enfrenta.

Um padrão significativo que a LEGO implementou é sua estratégia de inovação contínua de produtos, mantendo-se fiel ao seu produto principal – o bloco LEGO. Isso reflete um padrão de equilíbrio entre valores centrais e inovação, garantindo que novos desenvolvimentos de produtos estejam em harmonia com a identidade e o legado da marca.

Outro padrão reconhecível na estratégia da LEGO é sua expansão para plataformas digitais e multimídia. Reconhecendo a mudança nos hábitos de brincar das crianças, a LEGO se adaptou criando videogames, aplicativos móveis e até uma série de filmes de sucesso. Essa adaptação demonstra um padrão de diversificação de ofertas de produtos mantendo a consistência da marca.

Adaptação às mudanças nas preferências dos consumidores: A LEGO também demonstrou um padrão de responsividade ao feedback dos clientes e às tendências de mercado. O compromisso da empresa com linhas de produtos neutras em gênero e mais diversificadas, assim como seu foco em sustentabilidade através de investimentos em materiais ecológicos, são exemplos de adaptação às mudanças sociais e expectativas dos consumidores.

Resultado: A aplicação de padrões ágeis de gestão de mudanças foi decisiva para o sucesso contínuo e a relevância da LEGO no setor. A capacidade da empresa de inovar mantendo-se fiel aos seus valores centrais, adaptar-se às tendências digitais e responder às preferências dos consumidores ilustra a eficácia do uso de estratégias flexíveis e ancoradas no mundo real para lidar com mudanças organizacionais.

As estratégias da LEGO mostram como uma empresa pode evoluir e crescer através da aplicação de padrões adaptáveis de gestão de mudanças, estabelecendo assim um padrão para outras empresas do setor.

Para saber mais sobre a LEGO e suas abordagens e projetos de inovação, recomendamos o seguinte estudo de caso:

https://www.grin.com/document/977017

3. O ser humano no centro da mudança

"A mudança afeta as pessoas... Pessoas são imprevisíveis."

Mary Lynn destaca que no centro de toda mudança está o ser humano: trata-se de transformar comportamentos e formas de pensar, não apenas processos e ferramentas.

Em ambientes ágeis, onde adaptabilidade e capacidade de resposta são decisivas, compreender e abordar a reação humana à mudança é de extrema importância. Líderes precisam usar inteligência emocional para navegar pela complexidade dessas mudanças e promover um ambiente onde comunicação aberta e empatia não são apenas incentivadas, mas fundamentais.

Por exemplo, ao introduzir uma nova prática ágil, um líder pode conduzir discussões abertas onde membros da equipe podem expressar preocupações, e usar esses insights para moldar a estratégia de implementação.

Essa abordagem centrada nas pessoas garante que as mudanças não sejam apenas eficazes, mas também ressonantes, alinhando-se às necessidades e experiências daqueles que são mais afetados por elas.

Estudo de Caso

A Transformação da Microsoft sob Satya Nadella: As Pessoas no Centro

Contexto: Com a nomeação de Satya Nadella como CEO da Microsoft em 2014, começou uma mudança significativa na cultura empresarial e na orientação estratégica do gigante tecnológico. Diante do desafio de revitalizar a empresa, Nadella focou no aspecto humano da organização.

Pessoas e Mentalidades em Foco: A abordagem de Nadella baseou-se profundamente na transformação dos comportamentos e mentalidades dos colaboradores da Microsoft. Ele promoveu a mudança de uma mentalidade rígida de "sabe-tudo" para uma postura de "ávido por aprender", valorizando a empatia, a colaboração e uma abordagem orientada ao cliente. Isso representou um afastamento de estratégias puramente orientadas a processos em direção a uma filosofia mais centrada nas pessoas.

Comunicação Aberta e Inteligência Emocional: Central para a estratégia de Nadella foi a criação de um ambiente de comunicação aberta e empatia. Ele encorajou os membros das equipes a expressarem suas preocupações e ideias, utilizou esses insights para moldar as estratégias da empresa e se envolveu pessoalmente em diálogos com colaboradores de diferentes níveis. Essa abordagem ajudou a navegar pelas complexidades da transformação e garantiu que as mudanças fossem não apenas tecnicamente fundamentadas, mas também alinhadas com as experiências e necessidades dos colaboradores.

Resultado: A reorientação para o aspecto humano sob a liderança de Nadella mostrou-se extremamente bem-sucedida. A Microsoft vivenciou uma revitalização em inovação, engajamento dos colaboradores e desempenho de mercado. A capacidade da empresa de se adaptar rapidamente às mudanças no setor de tecnologia foi significativamente melhorada, demonstrando a eficácia de uma abordagem centrada nas pessoas em ambientes ágeis.

Para uma compreensão mais profunda deste ponto, recomendamos o livro de Nadella: "Hit Refresh: A reinvenção da Microsoft e a busca por um futuro melhor"

4. O papel de um evangelista na transformação

„Você precisa de um evangelista... alguém que acredita em mudança e consegue entusiasmar os outros." 

Mary Lynn destaca o papel indispensável dos evangelistas na promoção de iniciativas de mudança. Essas pessoas não apenas acreditam na transformação; elas são sua força motriz, inspirando e mobilizando outras pessoas com sua convicção e entusiasmo.

Em ambientes ágeis, um evangelista funciona como uma ponte entre a visão estratégica da gestão e a realidade operacional da equipe, transformando objetivos abstratos em ações concretas. Um evangelista em uma equipe de desenvolvimento de software pode, por exemplo, defender apaixonadamente uma nova metodologia ágil, ilustrar seus benefícios através de projetos piloto e envolver os membros da equipe através de workshops práticos.

Para serem eficazes, esses evangelistas precisam não apenas de paixão, mas também de recursos, treinamento em liderança e oportunidades de visibilidade. Sua capacidade de comunicar, conectar e se adaptar é decisiva para navegar pelas complexidades da mudança e garantir sua adoção bem-sucedida.

Estudo de Caso

A transição da Adobe para o modelo de assinatura: O papel de um evangelista

Contexto: A Adobe, conhecida por sua ampla gama de software criativo, enfrentou em 2013 uma mudança significativa em seu modelo de negócio, passando da venda de licenças de software perpétuas para um modelo baseado em assinatura. Foi uma grande transformação, não apenas na estrutura de receitas da Adobe, mas também na forma como os clientes interagiam com seus produtos.

O papel do evangelista: O sucesso dessa transição dependeu fortemente do papel dos evangelistas dentro da empresa. Uma figura notável foi David Wadhwani, então Vice-Presidente Sênior da unidade de negócios de Mídia Digital da Adobe. Ele desempenhou um papel decisivo na defesa dessa mudança, tanto internamente entre os colaboradores quanto externamente junto aos clientes e ao mercado mais amplo.

Evangelização interna: Internamente, Wadhwani trabalhou incansavelmente com sua equipe para comunicar a visão e os benefícios do modelo de assinatura aos colaboradores da Adobe. Isso incluiu abordar preocupações, destacar as vantagens de longo prazo e garantir que a equipe compreendesse e apoiasse a nova direção. Esse tipo de defesa interna foi crucial para manter a moral e o foco durante um período de mudanças significativas.

Evangelização externa: Externamente, Wadhwani desempenhou um papel fundamental na comunicação do novo modelo aos clientes e à indústria. Ele transmitiu os benefícios do modelo de assinatura, como o acesso contínuo às atualizações mais recentes e uma estrutura de preços mais escalável. Sua capacidade de comunicar essas vantagens ajudou a mudar a percepção e a aceitação do novo modelo entre os clientes.

Resultado: A transição, que inicialmente enfrentou ceticismo, provou ser um sucesso notável. O modelo de assinatura da Adobe não apenas estabilizou as fontes de receita, mas também impulsionou um crescimento significativo. O preço das ações e a avaliação de mercado da empresa aumentaram consideravelmente nos anos seguintes.

"A diversidade na composição da equipe... garante uma abordagem abrangente para a mudança." 

Mary Lynn enfatiza o papel crucial da diversidade nas equipes. Ela destaca que diversidade vai além das funções de trabalho; ela abrange diferentes estilos de pensamento, contextos culturais e perspectivas. Por exemplo, em uma equipe ágil de desenvolvimento de software, uma mistura de papéis como Conectores, Céticos e Adotantes Tardios garante que diferentes pontos de vista estejam representados. Não se trata apenas de inovação, mas também de resiliência.

Uma equipe diversa está melhor preparada para lidar com os desafios multifacetados de projetos ágeis, desde o brainstorming inicial até a implementação final. Ela traz uma variedade de abordagens para resolução de problemas, promovendo uma estratégia mais criativa e abrangente ao lidar com mudanças. Dessa forma, a diversidade se torna um pilar do sucesso ágil, permitindo que as equipes se adaptem de forma mais eficaz a novas situações e desafios.

Estudo de Caso

Diversidade nas equipes globais da IBM: Impulsionando agilidade e inovação

Contexto: A IBM, uma empresa multinacional de tecnologia, reconhece há muito tempo o valor da diversidade em sua força de trabalho. Sua abordagem à diversidade abrange não apenas aspectos demográficos, mas também diferenças cognitivas e baseadas em experiências.

Composição diversa de equipes na prática: Um exemplo notável dessa abordagem pode ser visto nas equipes globais de desenvolvimento de software da IBM. Essas equipes são frequentemente compostas por indivíduos de diferentes origens culturais, cada um trazendo perspectivas únicas. Essa diversidade não se limita à etnia ou nacionalidade; ela inclui uma variedade de formações profissionais, habilidades e abordagens para resolução de problemas.

Promovendo uma abordagem abrangente para desafios: Em projetos ágeis, essa diversidade se mostra inestimável. Quando a IBM, por exemplo, abordou o desenvolvimento de novas soluções baseadas em IA, a composição diversa de suas equipes possibilitou uma abordagem mais holística e inovadora. Membros da equipe com diferentes pontos de vista puderam questionar suposições, oferecer soluções alternativas e promover um processo de brainstorming mais robusto, levando a resultados mais eficazes e criativos.

Impacto da diversidade na resiliência e adaptabilidade: A ênfase da IBM em composições de equipes diversas demonstrou benefícios significativos em termos de resiliência e adaptabilidade. As equipes estão mais bem preparadas para lidar com os desafios multifacetados de projetos ágeis, desde o conceito inicial até a implementação final. Essa diversidade garante uma gama mais ampla de estratégias de resolução de problemas e uma abordagem mais abrangente para mudanças.

Resultado: O sucesso contínuo da IBM e sua posição de liderança no setor de tecnologia, especialmente em áreas inovadoras como IA e computação em nuvem, podem ser parcialmente atribuídos ao seu compromisso com composições de equipes diversas. Essa estratégia não apenas impulsionou a inovação, mas também melhorou a capacidade da empresa de se adaptar às demandas de mercado em rápida mudança.

Saiba mais sobre este tema da IBM visitando este link:

Upholding the Values of Diversity, Equity and Inclusion - IBM Blog

6. Lidando de forma construtiva com ceticismo e resistência

"Lidar construtivamente com o ceticismo pode levar a estratégias de mudança mais refinadas e eficazes." 

Mary Lynn enfatiza o papel construtivo do ceticismo em iniciativas de mudança ágil. Em vez de ver a resistência como obstáculo, líderes ágeis são encorajados a encará-la como oportunidade de refinamento e crescimento. O ceticismo, com sua perspectiva crítica, frequentemente traz à luz problemas potenciais ou aspectos inexplorados de uma iniciativa de mudança.

Por exemplo, em um projeto de software ágil, céticos podem questionar a viabilidade de um cronograma proposto, incentivando uma revisão mais detalhada e um planejamento potencialmente mais realista. Envolver essas pessoas no diálogo não só ajuda a abordar suas preocupações, mas também a refinar a estratégia, tornando-a mais robusta e inclusiva.

Ao incluir céticos no processo de tomada de decisão, líderes podem transformar o ceticismo de um desafio em uma vantagem, promovendo uma cultura de colaboração e melhoria contínua. Essa abordagem garante que iniciativas de mudança não sejam apenas diretrizes de cima para baixo, mas esforços colaborativos enriquecidos por perspectivas diversas.

Estudo de Caso

Transformação da General Electric: Usando o ceticismo como alavanca para a mudança ágil

Contexto: A GE, um dos maiores e mais antigos conglomerados industriais, iniciou uma jornada de transformação significativa sob a liderança de Jeff Immelt. O objetivo era a transição da manufatura industrial tradicional para uma empresa industrial digital, um passo que naturalmente enfrentou ceticismo considerável tanto interna quanto externamente.

Lidando com o ceticismo: A liderança, especialmente Immelt, reconheceu a importância de abordar esse ceticismo diretamente. Eles se engajaram ativamente com críticos dentro e fora da empresa. Por exemplo, quando a GE lançou sua ambiciosa plataforma Predix, com o objetivo de transformar máquinas industriais em dispositivos inteligentes, muitos engenheiros e especialistas do setor estavam céticos quanto à viabilidade e à capacidade da empresa de realizar tal transformação digital.

Diálogo construtivo e adaptação: Em vez de ignorar essas preocupações, a liderança da GE usou o ceticismo como oportunidade para diálogos, convidando feedback e críticas. Essa abordagem levou a um planejamento mais robusto e ao refinamento da estratégia. O feedback, especialmente dos céticos, resultou em um cronograma mais realista para o desenvolvimento do Predix e em uma estratégia de comunicação mais clara sobre suas capacidades e benefícios.

Resultado e aprendizado: Embora a jornada de transformação da GE tenha tido altos e baixos, a abordagem de se engajar com o ceticismo provou ser vantajosa. Permitiu à empresa refinar suas estratégias, alinhar melhor suas equipes e abordar seus objetivos de transformação digital com uma perspectiva mais fundamentada e realista.

Saiba mais sobre este tema aqui: Jeff Immelt on transforming General Electric

Para concluir nossas reflexões sobre a jornada ágil, incorporando insights de empresas líderes como Pixar, Adobe e Microsoft, surge uma compreensão profunda. Esta jornada transcende os limites de processos e métodos convencionais, concentrando-se centralmente nas pessoas - seus medos, seu desenvolvimento e sua capacidade de iniciar mudanças. O medo, frequentemente visto como obstáculo, é aqui considerado um motor para inovação e resiliência.

A discussão enfatiza abordagens práticas para a mudança, a importância de pessoas-chave, a força de equipes heterogêneas e o significado de uma dúvida construtiva. Esses pontos iluminam juntos o papel decisivo do indivíduo na condução de transformações ágeis.

O desafio de reconhecer e lidar com medos não é visto simplesmente como um obstáculo a ser superado. Pelo contrário, oferece a oportunidade de aproveitar todo o potencial de equipes e organizações ágeis. Esses insights nos levam à compreensão de que adotar uma mentalidade ágil não se trata apenas de se adaptar às mudanças. Trata-se de evoluir apesar das transformações e dar cada passo com confiança e determinação.

"Mudança é difícil, mas possível."

Você encontra a transcrição completa em inglês abaixo deste artigo:

Fale com nosso assistente Fale com nosso assistente