Mudança recusada – Futuro perdido?

Todos falam sobre mudança. Quase ninguém age.

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Sohrab Salimi
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Selda Schretzmann
06.01.26
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Na minha coluna mensal atual para o Kölner Stadt-Anzeiger, analiso por que a Alemanha tem tanta dificuldade com transformação e o que é necessário para recuperar a coragem de moldar o futuro, em vez de explicar por que supostamente isso não seria possível.

2016, workshop numa das grandes montadoras alemãs.

Menciono a Tesla como exemplo de mudança radical. Alguns gestores riem: "Os carros têm acabamento ruim. Autonomia? Nem se compara." Naquela época, meu Tesla já rodava 400 quilômetros de uma só vez.

Ficou claro para mim: enquanto falta vontade de mudar, nem os melhores workshops adiantam. Essa vontade vem de dentro.

Hoje vemos: nenhum dos fabricantes alemães - nem VW, nem Mercedes, nem BMW - tem uma estratégia convincente para o futuro. Todos estão demitindo funcionários, seus fornecedores estão sob pressão. Enquanto isso, a Tesla continua crescendo apesar de todas as discussões sobre Elon Musk - e empresas chinesas também estão passando na frente. Há dez anos, os fabricantes alemães dominavam o topo mundial. Hoje, nenhum está mais no Top 5.

O problema não afeta apenas a indústria automobilística. A capacidade de inovação da Alemanha está se desgastando. Nosso sistema educacional, a infraestrutura e muitas outras coisas já não são mais referência.

Um paciente da minha esposa resumiu isso de forma drástica recentemente. Ele voltou entusiasmado da China e disse: "Acabei de voltar do futuro." Lá se vivencia digitalização, infraestrutura e mobilidade numa velocidade que aqui é inimaginável.

A pergunta é: usamos essas observações para sermos mais ambiciosos ou continuamos apontando o dedo?

Porque é exatamente isso que acontece com frequência: enquanto outros países investem corajosamente, nós procuramos desculpas. Dizemos: "Na China isso só funciona por causa das condições políticas." Mas isso não é nada além de mentalidade de vítima. Em vez de criar, justificamos a estagnação.

Por que temos tanta dificuldade? O poder do hábito é parte da resposta. Mas é mais do que isso: falta de ambição, nenhuma curiosidade, nenhuma urgência. Mudança é desconfortável, exige energia e coragem. Mas quem a recusa, perde - na competição global, nas empresas e também pessoalmente.

O que fazer então?

Como sociedade, precisamos parar de cultivar desculpas. Não deveria ser apenas o medo de crises que nos move, mas a esperança de um futuro melhor para nossos filhos. Precisamos de uma educação que prepare para o amanhã, uma administração que pense digitalmente e uma infraestrutura que não nos freie, mas nos impulsione.

Empresas precisam voltar a ser o que seu nome promete: lugares de empreendedorismo. Não administrar estruturas antigas, mas criar o novo. Criatividade não surge através de slides de PowerPoint ou reuniões intermináveis de alinhamento, mas através de pessoas que agem com coragem. Funcionários não precisam esperar pela "grande transformação" vinda de cima. Mudança começa no pequeno: eliminar reuniões ineficientes, experimentar ideias, conquistar aliados. Quem quer criar não precisa de permissão - apenas do primeiro passo.

E nós como indivíduos? Mudança começa onde saímos da nossa zona de conforto. Troca com pessoas com quem não concordamos em tudo. Mudar rotinas conscientemente para criar novos impulsos. Em vez de discussões: experimentar com coragem, tomar decisões, dar e pedir feedback. Mudança não se delega - se vive.

A vontade de mudar é como um músculo. Quem nunca o usa, o atrofia. Quem o treina, o fortalece. A cada vez fica mais fácil experimentar o novo, suportar a incerteza e expandir limites. Esse é exatamente o ponto-chave: não podemos nos acomodar no conhecido. Estagnação parece confortável - na verdade, é retrocesso.

A boa notícia: mudança é possível. Ela começa com curiosidade, disciplina e a decisão de ser protagonista - não vítima.

De nada vem nada.

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